Os biocombustíveis são derivados de biomassa renovável e podem substituir, parcial ou totalmente, os combustíveis fósseis (derivados de petróleo e gás natural) nos motores a combustão ou de outro tipo de geração de energia.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os dois principais biocombustíveis líquidos utilizados no Brasil são o etanol e o Biodiesel.
Ainda segundo a ANP, cerca de 45% da energia e 18% dos combustíveis consumidos no Brasil já são renováveis. E mais, somos o país pioneiro mundial no uso dos biocombustíveis.
Sobre o Biodiesel
É um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis. Pode ser produzido a partir de gorduras animais e espécies vegetais, como: soja, palma, girassol, babaçu, amendoim, entre outros. Atualmente, cerca de 80% do biodiesel oferecido no Brasil é produzido a partir do óleo de soja.
Para sua produção, o óleo retirado das plantas é misturado com metanol e depois estimulado por um catalisador. O catalisador é um produto usado para provocar uma reação química entre o óleo e o metanol. Depois, o óleo é separado da glicerina e filtrado, em um processo químico chamado transesterificação.
O biodiesel B100, considerado como “produto final”, deve cumprir as especificações físico-químicas, determinadas pela ANP, para que possa substituir total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo. Em janeiro de 2008, o Brasil passou a usar biodiesel em todo o diesel vendido em território nacional.
O B100 é adicionado obrigatoriamente ao diesel de petróleo em proporções de acordo com a legislação em vigor. Atualmente, no Brasil, são acrescentados 12% de biodiesel no diesel vendido, segundo a ANP.
Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), em 2020, o Brasil espera produzir e consumir cerca de 7 bilhões de litros de biodiese. Dessa forma, o país deve reduzir em 13,3 milhões de toneladas as emissões de CO2 por veículos.
Atualmente, o país ocupa a segunda posição como maior produtor e consumidor desse biocombustível no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, onde a mistura é de B20 nos postos (20% de biodiesel).
Por que o biodiesel?
Nos últimos anos, tem ficado cada vez mais preocupante a situação em relação à poluição ambiental e ao aquecimento global. Por isso, estão cada vez mais intensas as buscas por soluções alternativas para combater essas questões, principalmente relacionadas ao consumo de petróleo.
Uma das respostas encontradas foi o uso dos biocombustíveis, entre eles, o biodiesel. Seu uso foi introduzido através do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), cujo objetivo era a implementação da produção e do uso do biodiesel de forma sustentável, visando também diminuir a dependência de importação do derivado fóssil, o diesel.
Por sua natureza orgânica, o biodiesel é considerado um combustível totalmente limpo, orgânico e renovável. Por isso, é considerado um combustível ecológico. E como se trata de uma energia limpa, não poluente, o seu uso num motor diesel convencional resulta em uma redução substancial de monóxido de carbono e de hidrocarbonetos não queimados.
Segundo estudos de Ministério das áreas, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por exemplo, a cada 1% de substituição de óleo diesel por biodiesel produzido com participação da agricultura familiar, cerca de 45 mil empregos podem ser gerados no campo, com renda média anual de aproximadamente R$ 4.900,00 por emprego.
Suas principais vantagens são: baixos índices de poluição; geração de emprego e renda no campo; substituição gradativa de uma fonte não renovável (petróleo) e, o principal, pode ser produzido em larga escala e, com uso de tecnologias, seu custo de produção pode ser mais baixo.
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